Universidade se volta para o continente africano

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Qual o lugar da África? De certo, não o de um mero lugar. Estamos falando de mais de um quinto das terras do Planeta, habitadas por nada menos que um bilhão de seres humanos – espécie que, já se aceita, surgiu por lá.

Mas se na representação mais comum do mapa-múndi este gigante aparece imponente e ao centro, ao longo de uma história que ainda não terminou, seu lugar é a margem. Tamanha diversidade ser amontoada em expressões como “história africana”, “economia africana”, entre outras, é talvez a dica mais explícita desta condição.

Afinal, os eventos históricos, produtos e cifras geradas, e até mesmo a riqueza das culturas que lá habitam são considerados de menor valor na escala de quem tem governado o mundo.

De qualquer maneira, as iniciativas relacionadas que já existem dentro da USP não deixam a desejar aos estudos de outras temáticas e regiões. São destas iniciativas que a nossa reportagem foi atrás.

Entre outras coisas, vamos visitar a riquíssima biblioteca sob tutela do Instituto de Estudos Brasileiros, com publicações sobre a África que datam até do século XVI. Conhecer o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia dentro do tema, especialmente organizado para facilitar o trabalho de educadores. Apresentar estudantes – e por que não, ensinantes – africanos matriculados na USP via projetos de intercâmbio. E descobrir como anda – aqui e na Angola – uma parceria da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto que há mais de uma década enriquece a formação de enfermeiros nos dois continentes. Conhecer, assim, um pouco da África. Mas que já não seja tão pouco quanto os tambores, a miséria sócio-econômica, e as guerras tribais, que é só o que quase sempre nos chega.

Em tempo: no dia 25 de maio, último sábado, foi comemorado o Dia Internacional da África.

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