Controle mais eficiente para Veículos Aéreos Não Tripulados

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Flávia Cayres / Assessoria de Comunicação INCT-SEC

Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) ou Unmanned Aerial Vehicle (UAV) são aviões controlados remotamente ou de forma autônoma, que foram idealizados para operar em situações de risco ou de difícil acesso para o ser humano.

No Brasil, o VANT é utilizado para o combate de crimes ambientais, monitoramento de fronteiras e pode auxiliar no mapeamento de uma região de risco que esteja suscetível à queimada e ao desmatamento, por exemplo.

O avião, guiado por um piloto automático, percorre o caminho necessário para a realização de uma determinada ação através de um sistema embarcado crítico (conjunto de dados de computação ou eletrônica que fazem parte de um sistema, dedicado ao dispositivo ou sistema que o controla).

Para que os sistemas estejam alinhados e sua comunicação bem estabelecida é possível utilizar a arquitetura orientada a serviços, proposta que trata as aplicações distribuídas como um conjunto de funcionalidades bem definidas em forma de serviços disponibilizados por meio de uma rede de computadores, como a internet.

Com o objetivo de utilizar a arquitetura a esse tipo de aeronave e agregar informação ao piloto automático de forma dinâmica para melhorar a tomada de decisão, conforme cada missão, o pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), Douglas Rodrigues, desenvolve o doutorado sanduíche, até março de 2014, na Universidade de Lancaster, na Inglaterra, através do programa Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal.

Conforme o pesquisador, que é aluno de doutorado do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, combinar a arquitetura orientada a serviços ao VANT é um desafio por exigir recursos computacionais que frequentemente são escassos.

“Esse tipo de arquitetura geralmente demanda um grande custo computacional e alguns VANTs possuem recursos computacionais, como memória e poder de processamento, limitados. Uma vez que a informação for adicionada, o piloto automático poderá realizar a missão tomando as melhores decisões e cumprí-las com êxito”, explica Rodrigues.

O trabalho intitulado Arquitetura Orientada a Serviços para Sistemas Embarcados Críticos Complexos – Um estudo de caso focado em aviônicos tem orientação de Kalinka R. L. J. Castelo Branco, diretora administrativa do INCT-SEC e professora do ICMC, no Brasil, e do professor Geoffrey Coulson, diretor da School of Computing and Communications, da Universidade de Lancaster, na Inglaterra.

Rodrigues afirma que “ao estudar no exterior é possível vivenciar e entender como ocorre a pesquisa científica em outros países, além de manter contato com pesquisadores renomados para aprender e utilizar suas experiências no desenvolvimento dos projetos e das áreas de pesquisa como um todo”.

Atuação do VANT

Inicialmente, produzidos apenas para aplicações militares, o VANT é empregado também, atualmente e de forma crescente, em diversos tipos de ações civis tais como o monitoramento de tráfego, inspeção de rodovias e pontes, inspeção de linhas de transmissão de energia e monitoramento de eventos em estádios, como os que serão utilizados durante a Copa das Confederações, neste ano, Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos no Brasil, em 2016.

Vigilância policial em áreas urbanas, aplicações em agricultura de precisão, inspeção em áreas remotas, monitoramento de vulcões, furacões, avalanches e outros desastres naturais, monitoramento em áreas de conflito e o transporte de cargas também integram o conjunto de situações que podem ser atuadas pelos VANTs.

Mais informações: email imprensa@inct-sec.org

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