Mapeamento realizado pela FUSP e FEA estuda incubadoras de base tecnológica no estado

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado (SDECT) apresenta as conclusões do Mapeamento das incubadoras de empresas de base tecnológica do Estado de SP, realizado em seis meses, o mapeamento foi preparado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP) e pela equipe da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. A SDECT investiu R$ 300 mil no projeto que será apresentado durante a II Expocietec – Exposição e Conferência de Inovação e Empreendedorismo de Base Tecnológica, nos dias 30 e 31 de outubro, na sede da FecomercioSP, na capital. O estudo tem como objetivo identificar e conhecer a situação atual dos empreendimentos.

O relatório identificou 34 incubadoras de base tecnológica paulistas, responsáveis por abrigar 461 empresas, somando 525 módulos. Os empreendimentos possuem 33.000 m2 de área construída, dos quais 27.090 m2 são destinados aos módulos. A localização revela que 57,6% está situada a menos de 160 Km da capital, estando presente em 12 das 15 regiões administrativas do Estado.

Em média, as iniciativas possuem 17 empresas incubadas, com exceção do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), que exibe números maiores. A auto-sustentabilidade foi o maior desafio identificado no estudo. Órgão vinculado à Pasta, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) destacou-se como principal fonte de recurso de apoio à inovação, sendo acessada por cerca de 30% dos empreendedores.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Rodrigo Garcia, o mapeamento permitirá a sugestão de propostas para a sustentabilidade das iniciativas. “Vamos fortalecer programas como a Rede Paulista de Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica, para estimular a troca de experiências e promover a inserção das empresas nas cadeias produtivas”, explicou.

O levantamento apresentou as principais características dos empreendimentos, como o financiamento de suas operações, o grau de maturidade e sua capacidade de produzir inovação. Entre os dados avaliados estão o número de empresas graduadas, o segmento de atuação, o faturamento, o índice de sobrevivência, o número de empregos criados e o valor dos impostos gerados. A metodologia envolveu entrevistas com os gestores de incubadoras, além de questionários para os empreendedores.

A partir dos resultados, a SDECT irá propor políticas para o setor. “O diagnóstico serviu para conhecermos a realidade do empreendedorismo inovador em nosso Estado e nos ajudará a planejar ações para que o setor cresça cada vez mais”, explica Marcos Cintra, subsecretário de Ciência e Tecnologia.

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