Encontro na ECA discute estrutura curricular dos cursos de Rádio, TV e Internet

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Maria Eugenia Gouveia / Laboratório Agência de Comunicação da ECA

No dia 14 de fevereiro, a  ECA reuniu professores e coordenadores de curso de todo o país para o Encontro sobre as Estruturas Curriculares do Curso de Rádio, Televisão e Internet no Brasil.

Participaram da mesa de abertura Margarida Maria Krohling Kunsch, diretora da ECA,  Maria Dora Genis Mourão, chefe do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR),  Mayra Rodrigues Gomes, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) e Luciana Rodrigues, presidente do Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (Forcine).

A professora Margarida deu as boas-vindas aos participantes e falou da importância de reformular o currículo dos cursos de Rádio, Televisão e Internet. “É uma área que está cada vez mais fortalecida e gerando novos campos. É necessário buscar uma identidade para cada curso”, diz a professora. A professora Maria Dora Genis Mourão enfatizou a necessidade da área do audiovisual buscar autonomia e relembrou o histórico de criação dos cursos de Rádio e TV, que caminham hoje para uma convergência, acrescentando: “temos que ter um olhar do que acontece internacionalmente”. Na sequência falaram as professoras Mayra Rodrigues Gomes, chefe do CJE, e Luciana Rodrigues, presidente do Forcine.

Luciana prosseguiu com a palestra “As estruturas curriculares dos cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil”, comentando a situação das estruturas curriculares dos cursos de Rádio e TV, no Brasil, apresentando um panorama do ensino e do crescimento das escolas de cinema ao longo dos últimos 50 anos. Enfatizou a necessidade de ampliação de cursos de pós-graduação lato sensu e strictu sensu, entre outras ações, para melhorar a qualidade de formação dos futuros profissionais.

A professora Nair Prado, coordenadora do Grupo da Intercom de Rádio e TV apresentou os resultados de uma pesquisa desenvolvida em 2011 no sentido de reconstruir a trajetória e o cenário atual do curso de Radialismo no Brasil. A professora relatou a dificuldade em se encontrar os registros dos primeiros cursos. Segundo o professor José Marques de Melo, o primeiro curso de Rádio e TV foi o da ECA que começou em 1967. A pesquisa aponta que as novas diretrizes e o novo termo criado de “profissional multimídia” afeta os cursos de radialismo porque, principalmente, as universidades privadas querem transformar os cursos de Radialismo em cursos multimídia e em alguns lugares estão chamando de “audiovisual multimídia”. O representante do Sindicato dos Radialistas falou sobre os direitos dos profissionais de Radialismo.

Em seguida abriu-se o debate e a sugestão para a criação de uma comissão para apresentar ao MEC uma proposta com vistas à elaboração das novas diretrizes nacionais curriculares para os cursos de Rádio, Televisão e Internet no país. A comissão poderá ser formanda por 1 representante da Abert, 1 pesquisador (Intercom), 1 coordenador de curso de universidade pública e 1 de universidade privada, 2 docentes (público/privado) que não estejam representando nenhuma dessas categorias, 2 profissionais de Rádio e TV e 1 representante do Sindicato. Essa Comissão terá o objetivo de coordenar um debate nacional sobre as estruturas curriculares dos cursos de rádio, televisão e internet.

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