Projeto da EEFE oferece consultoria esportiva para corredores

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Em março deste ano começa mais uma edição do projeto PETrotando, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, que oferece consultoria de corrida e realiza pesquisas na área de educação física e esporte. O trabalho é parte do Programa de Educação Tutorial (PET) da EEFE, sob comando do Ministério da Educação (MEC), que destina bolsas a alunos e professores tutores, a fim de complementar, com atividades extracurriculares, a formação acadêmica do estudante.

Daniel de Cápua, um dos alunos da EEFE atualmente à frente do PETrotando, conta que as vertentes do projeto contemplam os princípios da universidade pública: ensino, pesquisa e extensão. O ensino se mostra ao levar o conhecimento da universidade à sociedade; esta oferece dados para geração de conhecimento através de pesquisas – conhecimento que, então, volta para a sociedade, por meio de cursos, publicações, palestras e outros. “Nós geramos novos conhecimentos através da pesquisa, e levamos o conhecimento já existente para as pessoas, em forma de consultoria”, completa. É uma troca em que todas as partes ganham.

O PETrotando funciona unindo essas três vertentes através de uma atividade que tem crescido muito na área de esportes e educação física, que são as consultorias. Profissionais da área orientam o treinamento e dão dicas para atletas ou pessoas que querem ter uma vida saudável e ativa. “Queremos aprender a fazer aquilo com que pretendemos trabalhar no futuro”, explica Daniel.

Como funciona

Para que a pesquisa traga resultados de forma mais eficiente e científica, é realizada uma seleção dos inscritos de modo a deixar o grupo o mais homegêneo possível. Os primeiros critérios de eliminação são: ter entre 18 e 29 anos completos e não apresentar cardiopatias, diabetes ou lesões físicas nos últimos seis meses. Além disso, para participar é preciso ser aluno da USP Campus Butantã, ter uma presença mínima de 85% nas aulas práticas do projeto, que vão de março à junho, e o candidato a receber consultoria também se dispor a participar da pesquisa.

Para compra de material de suporte – como água, frutas, barra de cereais e cones – os organizadores pedem uma contribuição mensal de R$ 15,00. Um possível lucro será usado para confecção de camisetas do grupo, a serem usados em corridas e eventos.

Uma vez aceito, o participante passa por um teste no Laboratório de Biomecânica da EEFE, de análise cinemática, onde são coletados dados para avaliação física – como força da pisada, equilíbrio e distribuição de peso. As aulas presenciais ocorrerão às quartas e sexta-feiras, das 18 às 19 horas, e consistem na reunião do grupo na Cidade Universitária, aquecimento, exercícios de força e tiros de corrida. O ideal de treino são três vezes por semana, mas como não há treinadores suficientes no momento, o participante recebe instruções e um dia da semana é deixado para que ele corra sozinho. Há ainda mais uma avaliação no Laboratório, ao final do curso, que irá mostrar a evolução e mudanças, dados preciosos para a pesquisa.

Origens e futuro

O PETrotando nasceu do Correr com Ciência, projeto escrito pelo aluno Fabrício Freire  Rocha, hoje afastado do PET por conta de um intercâmbio. Consistia em palestras abertas ao púlbico para divulgar conhecimento sobre corrida. Em 2010, numa das reuniões dos grupos PET, realizada em Águas de Lindóia, Daniel conta que estavam “no quarto do hotel, com muito calor, ar condicionado barulhento e insônia”, e começaram a discutir o projeto, que foi se metamorfoseando até dar forma ao atual.

Esse semestre as inscrições para participação já se encerraram. A lista com os nomes dos 60 selecionados sai dia 27 no próprio site do PET. Há possibilidade de se extender o período de participação até o fim do ano, talvez com novas vagas. Tudo depende do feedback que os estudantes irão receber, e Daniel diz que está sendo analisada a possibilidade de se abrirem mais horários.

Mais informações: site www.peteefeusp.com.br/petrotando.php

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