Convênio entre Centrinho e Universidade da Flórida foca audição de pacientes com anomalias craniofaciais

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Da Assessoria de Comunicação do Centrinho

Um novo convênio de cooperação internacional entre o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP em Bauru, e a Universidade da Flórida (UF), está sendo elaborado. O novo convênio entre as duas instituições, que já mantêm parceria acadêmica há mais de uma década, vai envolver principalmente estudos sobre a audição de pacientes com anomalias craniofaciais e mobilidade entre pesquisadores.

Durante uma semana, neste mês de maio, os professores Rodrigo C. Silva e Patrick J. Antonelli, do Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da UF, participaram de diversas reuniões com a presidente da Comissão de Pesquisa do Centrinho, Maria Inês Pegoraro-Krook, e outros profissionais da equipe. O objetivo foi discutir e definir as linhas específicas de atuação dessa nova parceria. As pesquisas a serem desenvolvidas em conjunto vão estudar os efeitos da técnica cirúrgica para fechamento do palato na audição, além de comparar a audição desses pacientes com a fala e o crescimento facial.

“Estamos identificando as possibilidades de projetos colaborativos, de pesquisadores e pacientes envolvidos, a infraestrutura necessária e formas de financiamento”, explica Pegoraro-Krook, do Centrinho.  “Num primeiro momento, o convênio vai ser focado em pesquisa, mas ele também vai envolver mobilidade entre estudantes de pós-graduação e médicos residentes”, complementa Rodrigo C. Silva, da UF.

De acordo com Pegoraro-Krook, além de ampliar o intercâmbio entre pesquisadores, este convênio vai intensificar a troca de informações científicas e clínicas entre as duas instituições. “Será uma troca de experiência e de conhecimentos riquíssima, que reforçará a parceria acadêmica já existente entre o Centrinho e a Universidade da Flórida”, ressalta.

Outro convênio mantido há mais de uma década entre as duas instituições, para pesquisas clínicas em pessoas com fissura no lábio e no palato, já foi inclusive responsável por modificações em alguns protocolos de tratamento adotados no Centrinho e no Centro Craniofacial da UF. Um exemplo, segundo Pegoraro-Krook, foi a antecipação da idade para cirurgia primária de palato de 18 para 12 meses, logo no início da parceria.

“De um lado, temos grande quantidade e variedade de casos para estudo, nossa vasta experiência de atuação e o conhecimento científico adquirido ao longo de décadas. De outro, temos toda a tradição em pesquisa e em inovação tecnológica deles. Vamos somar esforços para encontrar mais respostas e soluções a esses tratamentos”, finaliza Pegoraro-Krook.

Mais informações: site www.centrinho.usp.br 

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