Aplicativo de tarefas feito no ICMC é finalista em competição do Google

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Uma equipe formada pelo professor Dilvan de Abreu Moreira e pelos estudantes Franco Lamping e Guilherme Augusto Bileki, todos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, terminou em segundo lugar de sua categoria a competição internacional Google Apps Developer Challenge. A disputa promovida pela gigante multinacional da indústria da tecnologia consistia no desenvolvimento de aplicativos voltados para uso em seu navegador de internet próprio, e que fizessem uso das ferramentas disponibilizadas por ela.

Com o aplicativo GTD Easy Task, o grupo encabeçado pelo professor Dilvan almejava o prêmio máximo na categoria Social/Produtividade Pessoal/Jogos/Diversão, na divisão da América Latina. O vencedor foi outro representante do Brasil, que criou um aplicativo gerador de mapas 3D para utilização em jogos eletrônicos. O resultado foi divulgado no dia 12 de novembro.

“Sempre gostei de trabalhar com o método GTD [Getting Things Done, em inglês, algo como “fazer a coisa acontecer”, em tradução livre], e com ele escrevi um pequeno aplicativo para gerenciar melhor meus compromissos”, comenta o docente, que é ligado ao Departamento de Ciências de Computação (SCC) do ICMC.

Ele conta que após criar o aplicativo e tomar conhecimento do torneio, convidou os estudantes para conhecer e realizar melhorias no software. “Eu sabia que os dois alunos tinham interesse e conhecimento a respeito, então propus  a participação deles no desenvolvimento para este desafio”.

O GTD é um conceito que propõe, basicamente, que o expediente de registro de tarefas a serem executadas “libera” a mente da obrigação de se recordar delas, e assim permite que ela possa se focar mais específica e qualitativamente na realização das próprias tarefas.

“Fazer a coisa acontecer”

O GTD Easy Task foi criado, segundo o professor, para cobrir diversos tipos de tarefas. “É um aplicativo bastante útil, você pode usá-lo para agendar um compromisso muito simples, como ‘comprar pão’ até listar e subdividir obrigações integrantes de um projeto maior, uma vez que, conceitualmente, quando se tem mais de uma tarefa interligada, já se trata de um projeto”. Na opinião dele, o software submetido ao concurso poderia ser a versão final mas, de qualquer maneira, com o resultado é possível estudar novas alterações e melhorias, de acordo com os bugs (erros de programação) que forem sendo encontrados.

Nesse sentido também opina um dos graduandos integrantes da equipe, Franco Lamping, do segundo ano do curso de Ciências de Computação. “Foi um tempo de trabalho muito curto, não pudemos fazer as avaliações e implementações como queríamos. Agora temos que sentar e conversar para decidir o que é melhor, se continuamos trabalhando no software ou se damos por concluído”.

Outro problema apontado por Lamping foi a restrição imposta pela organizadora a respeito das ferramentas a serem utilizadas na competição. “Poderíamos ter usado diversas tecnologias externas a eles, que teriam resultado em um melhor funcionamento do aplicativo, mas eles deram permissão de uso, na prática, só a ferramentas que eles próprios haviam desenvolvido, como o Task, o Drive e o Gmail.

Sobre a funcionalidade, o estudante citou as alterações implementadas por ele, juntamente com o colega Guilherme Bileki. “Nos baseamos nesse aplicativo de gerenciamento, em que é possível visualizar as tarefas, criar projetos, gerar relatórios de trabalho, e conseguimos, por exemplo, dispensar o uso da ferramenta Task para a criação das tarefas”. Além disso, outro produto disponibilizado se tornou muito útil. “O usuário pode criar tarefas a executar através do Gmail, evitando primeiro a necessidade de acessar o software para criação, e depois a de acompanhar as tarefas a vencer, como faria com uma agenda tradicional”.

Outras pesquisas ainda estão em desenvolvimento por diferentes grupos, como explica o professor Dilvan. “Está sendo trabalhado um software de anotações para imagens médicas a serem compartilhadas na internet, destacando lesões, permitindo a busca dessas imagens comentadas e outras funções”. Além disso, a expectativa do pesquisador é montar uma equipe de estudantes em 2013, para outro trabalho. “Gostaria de seguir adiante com o projeto de um aplicativo voltado para a área da saúde, que faria o controle de índice glicêmico do indivíduo. A ideia é que ele faça registros, comparações e acompanhamentos do histórico do paciente, mas primeiro preciso reunir uma equipe”. Por esta razão, o professor está recebendo contatos de alunos interessados no projeto pelo endereço  dilvan@icmc.usp.br,.

Mais informações: (16) 3373-9684 ou pela página do aplicativo no Google + ou pelo email dilvan@icmc.usp.br

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