Nos jornais

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A farsa que os assassinos de Alexandre montaram para encobrir o crime ganhou a colaboração da imprensa com a publicação de notícias sobre a morte do “terrorista da Ação Libertadora Nacional (ALN)”. De acordo com a versão entregue aos jornais, e publicada de maneira praticamente uniforme em todos – regra na época –, Alexandre morrera atropelado por um caminhão na rua Bresser ao fugir dos agentes que o conduziam para um “ponto” com um companheiro. As notícias davam detalhes como a placa do caminhão e nomes de testemunhas.

Foi na manhã da sexta-feira 23 que seu José, pai de Alexandre, leu na Folha de S. Paulo a notícia da morte do filho, que vinha procurando desde que, na terça-feira anterior, um colega da Geologia telefonara à casa da família em Sorocaba. Sem se identificar, Alberto Lázaro, o Babão, avisou que o jovem estava preso e que deveria ser procurado no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na capital.

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