Veículo será usado em estudos sobre automóvel híbrido

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A Escola Politécnica (Poli) da USP recebeu no último dia 22 de março um veículo híbrido Prius, da Toyota, que será utilizado para atividades de ensino e pesquisa sobre essa tecnologia. O automóvel, equipado com um motor a combustão e outro elétrico, foi entregue para a instituição em uma cerimônia realizada na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SDECTI), no Jaguaré, em São Paulo.

O Prius será utilizado pelo Grupo de Eletrônica Automotiva da Poli, formado por professores dos Departamentos de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) e de Engenharia de Energia e Automação (PEA), além de alunos de graduação, mestrado e doutorado. O Grupo planeja, na pesquisa que envolve o Prius, dominar o gerenciamento da propulsão de veículos híbridos e contribuir com novas técnicas de controle.

Segundo o professor do PEA, Eduardo Pellini, a Poli vai contribuir no avanço do conhecimento científico e tecnológico sobre o uso da tecnologia dos híbridos aplicado à realidade brasileira. “O Brasil tem peculiaridades, como a presença do etanol e dos motores flex e a matriz energética baseada na geração hidrelétrica. Vamos desenvolver pesquisas no sentido de apoiar a Toyota oferecendo conhecimento para sobre a adaptação da tecnologia ao cenário nacional”, explica.

Pellini já orienta dois alunos de doutorados que irão utilizar o Prius cedido em comodato pela Toyota para avançar em suas pesquisas. Um dos trabalhos trata das baterias usadas em motores híbridos, avaliando inclusive todo o ciclo de vida do produto. O outro projeto de doutorado se concentra no gerenciamento energético nos veículos.

Formação de recursos humanos

De acordo com o professor do PSI, Armando Antônio Maria Laganá, integrante do Grupo de Eletrônica Automotiva, a Poli planeja criar uma nova disciplina para o mestrado do Programa de Engenharia Elétrica da instituição, utilizando o Prius. “Nosso principal objetivo, com as pesquisas e cursos, é contribuir para o processo de formação de recursos humanos na área eletrônica automotiva para que a engenharia brasileira possa aumentar sua participação nos projetos globais”, finaliza.

O motor elétrico do Prius funciona como um gerador e não é carregado na tomada por eletricidade convencional, como muitas pessoas imaginam. Ele capta a energia cinética produzida pela frenagem e a transforma em energia elétrica, que é armazenada na bateria do motor elétrico. Em um veículo comum, essa energia é dispensada em forma de calor.

Quando o Prius se movimenta a uma velocidade de até 50 quilômetros por hora (km/h) e as baterias estão carregadas, o motor a combustão permanece desativado e não há consumo de combustível. Conforme a velocidade do carro aumenta ou exige maior força, como em uma subida, por exemplo, o motor a combustão é acionado e o sistema inteligente controla o uso dos dois motores simultaneamente, gerando potência combinada de até 138 cv.

Na cerimônia, as autoridades participantes destacaram a importância da colaboração. O diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, disse que a Escola tem contribuído, ao longo de sua existência, com a promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e social do País, e a parceria com uma empresa como a Toyota atende a essa agenda. “Hoje, uma das grandes questões é a sustentabilidade. É fundamental o avanço do conhecimento na busca de produtos e soluções que envolvam as demandas da sociedade”, ressaltou.

Para o reitor da USP, professor Marco Antonio Zago, a parceria com a montadora japonesa é um exemplo de ação que se torna mais importante a cada dia na universidade: a ampliação da colaboração e da transferência de tecnologia e conhecimento da universidade para a sociedade e também a inserção do conhecimento existente no mercado entre pesquisadores e alunos da instituição. “Continuamos abertos a esse tipo de cooperação com outras empresas e esperamos que a própria Toyota amplie essa colaboração com a universidade”, disse.

Já o vice-governador e secretário Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação paulista, Márcio França, destacou o potencial dos híbridos no mercado brasileiro. “A tecnologia híbrida virá com muita força no País e a empresa saiu na frente ao oferecer o veículo aos alunos da USP. Quando vemos as características positivas desse carro, como baixo consumo, a gente percebe que existe um grande campo para ser desenvolvido”, declarou.

O gerente geral de Relações Governamentais da Toyota do Brasil, Roberto Braun, lembrou que contribuir para a mobilidade sustentável é uma das missões da empresa. “Ao fechar essa parceria com a Poli, proporcionando a possibilidade de novos estudos e pesquisas sobre tecnologia híbrida, a Toyota do Brasil dá um importante passo nessa direção, colaborando com a formação dos profissionais do futuro”, afirma.

Da Assessoria de Imprensa da Poli

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