HC inova treinamento em segurança do paciente grave na emergência

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Bete Subires / Assessoria de Imprensa do HC

A Unidade de Urgência e Emergência do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) ganha centro pioneiro de treinamento in situ, com  simuladores de paciente e de ultrassom para aumentar a segurança do doente em situação de emergência.  O Pronto-Socorro atende  700  casos por dia, dos quais 40% são vitimas graves.

A iniciativa segue tendência mundial.  O treinamento multiprofissional – médicos, enfermeiros e fisioterapeutas – baseado em simulação realística no próprio local de trabalho diminui os riscos de eventos adversos.

Ele permite avaliar o atendimento prestado, medir o desempenho da equipe, identificar os aspectos positivos e negativos e o melhor manejo dos recursos disponíveis para uma assistência mais efetiva, sem colocar em risco a vida e a saúde de pacientes reais.

Estudos científicos mostram que até 83% dos incidentes em medicina são ocasionados por baixo desempenho em habilidades não técnicas (trabalho em equipe, liderança, tomada de decisão e outras) que podem ser treinadas na simulação, adianta o Prof. Titular Irineu Velasco, do Serviço de Emergências Clínicas.

A maioria dos laboratórios de habilidades foca basicamente o treinamento técnico dos diversos profissionais de saúde isoladamente. “Não contemplam o trabalho de equipe, fundamental para prevenir complicações”, acrescenta Augusto Scalabrini Neto, da Emergências Clínicas.

Os manequins sofisticados para simulação avançada interagem com a equipe médica proporcionando  toda a dinâmica para um atendimento clínico de emergência.

Um dos manequins fala, abre os olhos, chora, transpira, tem convulsões, fica cianótico (roxo), apresenta os sinais vitais (temperatura corporal, frequência cardíaca e respiratória e pressão arterial), responde a estímulos externos. Inclusive a medicamentos, exemplifica o diretor do Pronto-Socorro do HC, Roger Daglius Dias.

O simulador de ultrassom auxilia o médico no diagnóstico e terapêutica do paciente na própria sala de emergência.

No Brasil, a prática está em processo inicial de implantação por minimizar os riscos de acidentes.

O equipamento auxilia nos procedimentos de punções de veias profundas, de tórax, de abdômen, na localização de sangramento interno  em paciente traumatizado, na passagem de cateter entre outros. “Um descuido durante o procedimento pode  acarretar danos à saúde do paciente”, acrescenta Daglius.

O treinamento in situ também deverá acontecer nas Unidades de Terapia Intensiva. O objetivo do hospital é treinar os 200 profissionais que atuam  em situações de emergência.

Os investimentos somaram R$ 600 mil reais e foram doados pelo Centro de Estudos da Disciplina de Emergências Clínicas do HC.

Segundo Irineu Velasco,  investir na segurança do paciente garante liberação mais rápida de leito, em benefícios de outros pacientes, e economia de recursos ao SUS – Sistema Único de Saúde.

Mais informações: site www.hcnet.usp.br

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