Aluno da Esalq é premiado em evento de economia

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Da Assessoria de Comunicação da Esalq

O Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (CORECON-SP) realizou, no dia 12 de agosto, a cerimônia de entrega do Prêmio Excelência em Economia 2013. Instituído em 1996, o evento tem como objetivo destacar os autores dos melhores trabalhos de graduação da área. Entre os três ganhadores da edição deste ano, Peterson Felipe Arias Santos, egresso da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), foi contemplado com o segundo lugar.

Formado em 2012 pelo curso de Ciências Econômicas, Santos garantiu o prêmio com o trabalho que teve como objetivo identificar os possíveis efeitos da abertura comercial ocorrida no Brasil, em especial no início da década de 1990, sobre a taxa de crescimento da Produtividade Total dos Fatores (PTF). “Essa taxa é, essencialmente, a parte do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que não pode ser explicada pelos aumentos nos estoques de capital e mão de obra da economia, além de ser o resultado direto do melhor uso dos fatores de produção disponíveis em dado período”, comenta.

Segundo o economista, a escolha do tema decorreu de sua relevância para o cenário atual e da escassez de trabalhos no Brasil. A observação de efeitos positivos dá abertura comercial, sobre o crescimento da PTF e do PIB, estimula o questionamento do atual modelo de expansão que favorece a proteção de muitos setores industriais, considerados estratégicos, da concorrência externa por meio de barreiras tarifárias. “Como foi mostrado no estudo, uma situação de maior abertura comercial proporcionaria o aumento da eficiência produtiva nacional, sendo que a questão da produtividade é reconhecidamente um dos maiores entraves atuais ao crescimento de longo prazo no país”.

Santos destaca, ainda, que a pesquisa indicou relação positiva entre o nível de abertura e crescimento da PTF no Brasil. Foi estimado que para uma redução de um ponto percentual (p.p.) nas tarifas médias sobre bens de consumo, a taxa de crescimento da PTF aumentaria 0,07 p.p., enquanto o impacto da redução de um p.p. nas tarifas sobre bens de capital aumentou para 0,10 p.p. “Tais resultados foram semelhantes aos de outros poucos trabalhos realizados no Brasil com este tema, mas que se baseavam essencialmente em dados em painel, enquanto trabalhamos apenas com séries temporais, em um maior nível de agregação, indicando uma importante convergência de resultados”, conclui.

O trabalho teve a orientação do Humberto Francisco Silva Spolador, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES).

Mais informações: site www.esalq.usp.br

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