Ministério da Saúde abre consulta sobre novo guia alimentar criado com apoio da FSP

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Da Assessoria de Comunicação Institucional da FSP

O Ministério da Saúde abriu consulta pública nesta segunda-feira (10) para receber comentários e sugestões que aprimorem o novo Guia Alimentar para a População Brasileira, publicação elaborada com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e da Organização Pan-Americana de Saúde.

O documento em consulta revisa o guia anterior publicado em 2006. O novo guia traz orientações e recomendações que visam a prevenção tanto da desnutrição, em forte declínio no país, quanto de doenças em ascensão, como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação. O Guia está disponível no portal do Ministério e as contribuições podem ser enviadas até o dia 7 de maio.

Baseado nas mais recentes evidências científicas, mas elaborado em uma linguagem que procura ser acessível ao grande público, o novo guia se dirige também aos profissionais de saúde e educadores. O Guia traz três recomendações básicas: basear a alimentação em alimentos in natura e minimamente processados; utilizar com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar ao preparar os alimentos; e limitar produtos prontos para o consumo. Importantes novidades em relação à versão anterior incluem a distinção entre alimentos e produtos alimentícios e a distinção entre produtos usados para preparar alimentos e convertê-los em preparações culinárias e produtos usados para substituir alimentos e preparações culinárias.

“O novo Guia Alimentar se preocupa com a qualidade dos alimentos que são recomendados para o consumo. Por isso, a regra de ouro é preferir alimentos e preparações culinárias a produtos alimentícios prontos para o consumo”, destaca a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.

Cozinhar o seu próprio alimento sempre que possível, fazendo do ato de cozinhar um momento familiar é uma orientação do novo guia. Outra recomendação é: se precisar comer fora de casa, opte por restaurantes que servem comida, como os restaurantes ‘por quilo’, e evite as redes de fast food.  “Precisamos resgatar e valorizar a culinária, planejar as nossas refeições, trocar receitas com amigos e envolver a família na preparação das refeições. Isso pode até implicar dedicação de mais tempo, mas o ganho em saúde (e na convivência com os seres queridos) é significativo, além de poder trazer economia ao orçamento da familiar, já que, no Brasil, a alimentação preparada na hora ainda é mais barata do que a baseada em produtos prontos para consumo”, reforça Patrícia.

O novo guia também orienta a repensar a melhor maneira de comer. A ideia é desfrutar o que se está comendo, sem se envolver em outra atividade (como ver televisão ou falar ao celular), e, sempre que possível, em companhia. Outras sugestões práticas importantes são evitar beliscar entre as refeições e fazer a alimentação diária em horários semelhantes e em locais limpos, tranquilos e confortáveis, longe de ambientes estressantes.

As recomendações do Guia adotam como ponto de partida os padrões de alimentação da população brasileira e consideram o impacto das escolhas alimentares sobre o ambiente e a cultura.

O processo de construção do novo Guia incluiu a realização de duas oficinas na FSP com pesquisadores, profissionais de diversos setores e organizações não governamentais.

Mais informações: (11) 3061-7954, email anapbmartins@gmail.com, com Ana Paula Bortoletto Martins

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